sexta-feira, 23 de abril de 2010

O corpo, a máquina humana.


O corpo era visto diferente antes na cultura primitiva, não era tão comentado como é hoje, servia somente para sua própria sobrevivência, através das caças.
No Cristianismo retorna a concepção dualista platónica, fazendo imperar uma visão de corpo corrupto, pecaminoso, um empecilho ao desenvolvimento da alma, ignorando o seu ponto de vista, usando o corpo como uma máquina. O corpo não tem nada a ver com a alma, a consciência e a reflexão situam-se o plano da alma, nada têm a ver com o corpo, uma pequena glândula no cérebro que assegura a união da alma com o corpo.

Michel de montaigne, um filósofo do século XVI escreveu um livro(ensaios), abordando três tipos de inadequação:
- Inadequação física, onde você não esta satisfeito com o seu próprio corpo;
- Inadequação experimentadas, quando somos julgados pelos hábitos e costumes e a
- Inadequação intelectual, quando temos um sentimento de que somos pouco sagazes, achando alguém mais inteligente que nós.
Montaigne fala em seu livro que devemos viver como os animais, que devemos deixar nossas diferenças de lado, sem desafrontos, podendo viver em harmonia.

Hoje temos o homem mais preocupado com o seu corpo, deixando o poder capitalista, corrupto manipula-lo, através de produtos, programas, fotos e outras influências que colocam o corpo como um objeto de uso."A pior desgraça para nós é desdenhar daquilo que somos",(montaigne),deixar de lado nossa moral, ética e uma série de princípios, não aceitando o que é, sempre querendo mais e mais de si próprio. As pessoas invadem as academias, compram produtos anunciados na televisão para fazer com que seu corpo fique igual das modelos, atletas, enfim, vivendo num sistema capitalista, diminuindo-se ou embelezando a cada dia, virando maquinas de competição voltadas para o lucro de uma sociedade pragmatista.

A filosofia procura mostrar que outra deve ser a relação que devemos ter com o corpo, e qual é a sua importância em nossas vidas.

Eliana de Amaral, 3m5